Milagres: a viagem de Lourdes

(Revista Pergunte e Responderemos, PR 406/1996)

por Alexis Carrel

Em síntese: Tornou-se famoso o caso do médico francês Dr. Alexis Carrel, agnóstico, mas pesquisador sagaz e curioso, que foi a Lourdes em 1903 para averiguar os fatos portentosos que lá ocorriam, conforme se lhe dizia. Seguiu viagem com um grupo de cem enfermos aproximadamente, acompanhados por familiares, enfermeiro(a)s e sacerdotes. Especialmente a jovem Marie Bailly, de 22 anos de idade, mereceu os seus cuidados, pois sofria de peritonite tuberculosa, que os médicos de Lião haviam recusado operar, porque a julgavam em fase terminal da moléstia. A enferma sofreu muito durante as doze horas de viagem de trem lento e agitado; pensavam os acompanhantes que não chegaria a Lourdes. Uma vez nesta cidade, pensavam que não chegaria até a gruta das aparições; estava totalmente desenganada. Eis, porém, que lhe fizeram loções do abdômen com água da piscina de Lourdes, após as quais a jovem, em poucos minutos, foi recuperando a saúde. Meia-hora depois, dizia-se curada. O Dr. Carrel, agnóstico, examinou-a repetidamente assim como outros médicos. Perplexo, Carrel procurava uma explicação para o portento, que finalmente ele encontrou admitindo a intervenção da Virgem SS. e o milagre. Converteu-se à fé católica e tornou-se cientista cristão Prêmio Nobel em 1912. Faleceu em 1944, com 71 anos de idade.

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Em nossos dias proclamam-se muitos milagres… O público pouco crítico é impressionado e propenso a crer sem investigar. Em conseqüência, certos intelectuais tendem a desacreditar o conceito de milagre; a ciência hoje explica fatos portentosos outrora atribuídos a uma intervenção do além, e parece deixar pouca ou nenhuma margem para milagre.

A Igreja continua a crer na possibilidade de milagres realizados por Deus. Todavia, a fim de evitar ilusões, ela submete a rigorosos exames os fatos alegados e as pessoas tidas como agraciadas; em caso de doença, a Igreja pede o laudo de médicos, crentes e não crentes, aos quais toca pronunciar-se tão somente sobre a possibilidade ou não de explicar a cura por via científica, depois de haver investigado como estava o(a) paciente antes da cura e como se acha anos depois de a haver experimentado.

Entre os mais famosos casos de autêntico milagre, está aquele que o médico francês Dr. Alexis Carrel (1873-1944) narra em seu livro “Le Voyage de Lourdes (A Viagem de Lourdes)”. Embora não seja obra recente (editada que foi em 1949, Paris), parece referir um fato realmente inexplicável também pela ciência de nossos dias, fato que impressionou Carrel, agnóstico e resistente ao transcendental, a ponto de o levar à conversão e à fé. É de notar que Carrel obteve o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1912 por ter desenvolvido uma técnica de sutura dos vasos sangüíneos, abrindo caminho para o transplante de órgãos e a transfusão de sangue.

O médico escreveu o relato dos fatos que lhe demonstraram a ação de Deus, usando estilo impessoal ou recorrendo ao pseudônimo Lerrac. Eis em síntese a história dos acontecimentos.

1. O PORTENTO

Aos 26 de maio de 1903 partia de Lião (França) para Lourdes um trem portador de mais de trezentos enfermos e peregrinos, que iam rezar e pedir a intercessão da Virgem SS. no seu santuário. O médico que devia acompanhar os doentes, não pôde participar da viagem, de modo que pediu ao seu colega Alexis Carrel que o fizesse. Este aceitou com prazer o convite, não porque fosse um homem religioso, mas porque era um pesquisador muito interessado em averiguar a veracidade dos fatos pretensamente milagrosos relacionados com Lourdes. Com efeito; havia dois anos, Carrel terminara seu Doutorado em Medicina com a nota ‘Muito Bem’ e se tornara conhecido nos ambientes de sua região como estudioso das anastomoses[1] vasculares e dos transplantes de órgãos. A respeito de Lourdes lera obras de crentes e incrédulos; ponderara as sentenças de uns e outros, mas nada o convencera nem pró nem contra. o transcendental dos fenômenos; a sua curiosidade ficava insatisfeita; só confiava em si, ou seja, na sua perícia de investigador. De resto, não acreditava que o filósofo pudesse chegar a detectar pelo raciocínio as causas dos fenômenos que o pesquisador descrevia em seu laboratório; só lhe interessava a averiguação dos fatos, numa atitude genuinamente positivista segundo a escola de Augusto Comte; mesmo assim, no seu íntimo, sentia o desejo de saber mais e de atingir a plena verdade.

Entre os enfermos do comboio estava uma jovem de 22 anos de idade chamada Marie Bailly ou Marie Ferrand (menos exatamente), estendida num vagão de terceira classe sobre um colchão, doente de peritonite tuberculosa em fase terminal; os médicos em Lião não a quiseram operar por causa de seu estado geral extremamente enfraquecido; não obstante, Marie havia pedido instantemente que a levassem a Lourdes, apesar das contra-indicações de médicos e enfermeiras. O pai e a mãe dessa jovem haviam morrido tuberculosos; desde os quinze anos de idade, ela tinha hemoptises ou escarrava sangue; com dezoito anos fora atingida por pleurisia tuberculosa; em conseqüência retiraram-lhe do lado esquerdo dois litros e meio de líquido. Nos seus pulmões havia cavernas. E nos últimos oito meses via-se atacada de peritonite tuberculosa, que a deixava no grau extremo da caquexia ou desnutrição profunda; estavam lívidos o seu semblante e as mãos; o coração batia em taquicardia e a respiração era ofegante.

O trem avançava lentamente, sacudindo muito e parando freqüentemente, numa jornada de temperatura elevada – o que tornava a viagem de doze horas especialmente cansativa e tormentosa para os enfermos.

Por ocasião de certa parada, uma enfermeira foi procurar o Dr. Carrel para atender a Marie Bailly, que parecia desfalecer sob a pressão de dores atrozes. O médico deu-lhe uma injeção de morfina, que a acalmou um pouco. Os sacerdotes e as enfermeiras do trem receavam que ela não chegasse a Lourdes. Perguntou então o Dr. Carrel: “Quando um doente falece em viagem, que fazem com ele?’. Ao que responderam: ‘Isso acontece raramente. Quando ocorre, deixamos o cadáver na primeira estação. E continuamos’.

As três horas da madrugada de 27 de maio, o Dr. Carrel foi mais uma vez chamado para ver Marie, que dizia: “Nunca conseguirei chegar a Lourdes”. O doutor examinou-lhe o ventre, que estava inchado por massas sólidas e uma bolsa de líquido existentes no abdômen. Marie estava na última fase de evolução da doença.

Finalmente a paciente aturou a viagem muito penosa e, chegando a Lourdes, foi levada para o Hospital de Nossa Senhora das Dores. Carrel foi visitá-la sem demora, curioso como estava para ver o desenrolar do drama; a enferma havia piorado: mal falava, estava inerte, desfigurada, com a respiração acelerada e difícil; o pulso estava a 150 por minuto com intermitência. O ventre continuava entumecido; as pernas inchadas até os joelhos; as mãos e o nariz frios, os ouvidos, as orelhas e as unhas roxas. Um outro médico, o Dr. Geoffroy de Rives-de-Giers, presente na sala, examinou, por sua vez, a enferma e disse em voz baixa: “É a agonia! … Ela pode morrer diante da gruta”.

Bateram as quatorze horas do dia 27 de maio no relógio da Basílica, momento em que se costumavam levar os doentes à piscina próxima à gruta de Lourdes. Embora os médicos julgassem inútil transportar a jovem até lá, a Religiosa enfermeira o pedia, porque tal fora o desejo expresso insistentemente por Maria: “Essa jovem nada tem a perder… Que morra hoje ou dentro de alguns dias, isto não faz diferença… Seria cruel recusar-­lhe a suprema alegria de ser levada à gruta; todavia duvido de que ela consiga chegar lá”, dizia a enfermeira. Carrel quis acompanhar a enferma, após ter afirmado: “Vamos tentar o impossível prodígio da ressurreição de uma pessoa morta. Talvez assistamos a isso… Se ela for curada, acreditarei em milagres… Se ela for curada, eu me farei monge”. Ao dizer isto, Carrel corria um risco… Poucos anos antes, o Visconde Charles de Foucauld, jovem oficial incrédulo e de vida devassa, fora colhido pelo Senhor Jesus repentinamente e tornara-se monge num mosteiro trapista em Nazaré na Terra Santa…

Antes de entrar na piscina, a enferma foi deixada à margem da mesma. Carrel a contemplou mais uma vez prestes a morrer, tão desfigurada estava. Sentiu, porém, um certo abalo interior, talvez devido ao contágio da multidão que rezava fervorosamente, e prorrompeu também ele numa oração que o próprio Carrel consigna em seu relato:

“Ah, como eu quisera, à semelhança de todos esses infelizes, crer que não sois apenas uma fonte excelente criada por nossos cérebros, ó Virgem Maria! Curai, pois, essa jovem; ela sofreu demais. Permiti-lhe que viva um pouco e fazei-me crer!… Se essa jovem for curada, o que parece absurdo, fazei que eu possa crer, encontrando-a realmente viva ao sair da piscina”.

Finalmente a maca de Maria Bailly foi levada com as dos demais enfermos que se destinavam a entrar na piscina. Carrel considerou-a novamente: semblante esverdeado, corpo mirrado, ventre entumecido… Dentro em pouco, apareceu a enfermeira, que declarou a Carrel: “Fizemos-lhe apenas algumas loções sobre o abdômen; as assistentes não a quiseram banhar. Vamos levá-la para a frente da gruta de Massabielle”.

O médico, muito curioso do que aconteceria, acompanhou a enferma. Ao considerá-la diante da gruta, ficou estupefato, pois o seu aspecto se modificara; os reflexos de lividez tinham desaparecido, a pele, estava menos pálida. E exclamou: “Estou alucinado. É um fenômeno psicológico interessante, que tenho de anotar”.

Olhou o relógio; eram 14h 40m, dez minutos após Marie ter sido tocada pela água da piscina. Carrel tomou o pulso da enferma, observou a respiração e disse: “A respiração se fez mais lenta”. Um colega, ao lado, incrédulo, acrescentou: “Parece-me que ela vai morrer”. Carrel não respondeu. Observava melhora evidente e rápida do estado geral. Algo estava acontecendo… O rosto de Marie se modificava sempre mais, seus olhos brilhavam, fixos na gruta. De repente, Carrel empalideceu; com efeito, à altura do ventre, a coberta de Marie ia baixando, e tomava o nível de um abdômen normal; eram 15 horas… O entumescimento parecia ter desaparecido por completo. Carrel colocou os dedos debaixo da coberta e apalpou o abdômen, que cedia normalmente à pressão dos seus dedos:

“Creio realmente que estou ficando louco!”, exclamou.

Observando que o coração pulsava regularmente, perguntou Carrel a Marie:

“Como é que se sente:?”

“Estou muito bem, não muito forte, mas sinto que estou curada”; respondeu Marie.

Não havia como duvidar: o estado de saúde da enferma estava cada vez melhor. Carrel não falava mais, não raciocinava mais… O evento era tão contrário às suas previsões que ele julgava estar sonhando.

A enfermeira levou uma xícara de leite a Marie; esta foi bebendo devagar, levantou a cabeça, olhou em torno de si, virou-se sobre o colchão sem exprimir sensação de dor. Carrel, perplexo, retirou-se do local, sem saber o que pensar…

Marie foi levada de novo ao Hospital, onde Carrel a foi mais uma vez visitar. Encontrou-a sentada na cama, com o olhar brilhante no seu rosto ainda descarnado; irradiava paz e alegria, ao dizer: “Sr. médico, estou completamente curada. Sinto-me muito fraca, mas parece-me que, se eu quisesse, eu conseguiria andar”. Carrel segurou-a pela mão, o pulso e a respiração estavam normais. Todavia ainda hesitava, pensando:

“Não se trata de uma cura aparente?… de uma estranha melhora funcional? … de uma chicotada infligida ao organismo por uma intensa auto-sugestão? Ou será que as lesões desapareceram? Será este um fenômeno raro, mas reconhecido, ou um fato novo, uma coisa impossível, surpreendente, um milagre?”

Examinou então, mais uma vez, o ventre da jovem, apalpando-o, e verificou que era o abdômen sadio de uma jovem de vinte anos muito emagrecida. Tudo voltara ao normal; apenas as pernas estavam inchadas. A cura era total.

Carrel suava. Tinha a impressão de haver recebido um soco na cabeça. Pediu a um colega que examinasse a jovem, enquanto dizia consigo mesmo:

“Esta jovem está completamente curada; é indiscutível. Nunca vi coisa tão interessante… É a realização do impossível. Mas talvez eu tenha feito um diagnóstico falso; podia ser uma peritonite nervosa. Mas todos os sintomas eram de peritonite tuberculosa; não é lícito, em sã razão, pensar de outro modo. Seus pais morreram tuberculosos; seus irmãos também. Ela teve uma pleurisia tuberculosa, e os médicos lhe retiraram dois litros e meio de líquido. Sofreu de tuberculose pulmonar com hemoptises. Os médicos e cirurgiões diagnosticaram peritonite tuberculosa. Ninguém podia dizer outra coisa após haver apalpado o seu ventre. É absolutamente certo que o seu estado geral era extremamente grave. Ela está curada.

Eis o milagre, o grande milagre…

Vejo-me envolvido numa história de milagre. Pouco importa! Custe o que custar, irei até o fim, como se se tratasse de uma experiência com um cão. Quero ser aqui apenas um instrumento que registra com exatidão.

E, se realmente houve um milagre, é preciso reconhecer o poder sobrenatural… Nada compreendo!”

Um colega lhe disse: “Estavas muito convencido de que ela se achava afetada por uma doença orgânica a ponto de me afirmares que, se ela fosse curada, tu te tomarias monge”.

Respondeu Carrel: “Infelizmente reconheço ter dito uma palavra imprudente; mas isto significa apenas a minha boa fé, e não a minha infalibilidade. Eu pude enganar-me”.

Carrel se encontrava no quarto de Marie juntamente com três outros médicos, que examinavam a jovem e verificavam o estado normal. Havia também enfermeiras que a cercavam, a ela que irradiava alegria, transmitindo a todos a sua felicidade. Perguntou-lhe então Carrel:

“Que fará você agora que está certa do milagre e da sua cura?”

‘Irei ter com as Religiosas de S. Vicente de Paulo. Serei recebida por elas, e tratarei dos doentes’, respondeu Marie.

Carrel saiu do aposento para que ninguém percebesse a sua emoção. O seu raciocínio não lhe obedecia; ele quisera apenas registrar os fatos sem procurar causas; todavia a sua sede de saber não lhe permitia contentar-se com tão sóbria atitude. O cientista procura explicar os fenômenos pelas respectivas causas; como esclarecer que uma jovem, moribunda às 14 horas, estivesse sadia e irradiante de alegria às 19 horas do mesmo dia?

Depois de refletir intensamente sobre o ocorrido, já à noite Carrel entrou na Basílica, onde os peregrinos rezavam e cantavam; sentou-se ao lado de um camponês idoso, e, com a cabeça nas mãos, proferiu no íntimo do seu coração a seguinte prece:

“Virgem suave, que socorreis os infelizes que vos imploram humildemente, guardai-me. Creio em vós. Quisestes responder à minha dúvida mediante um esplêndido milagre. Eu não o sei ver, e ainda duvido. Mas o meu maior desejo, e o alvo supremo de todas as minhas aspirações é crer, crer sem restrições, cegamente, sem mais discutir nem criticar.

Vosso nome é mais suave do que o sol da manhã. Tomai o pecador inquieto e de coração agitado, de fronte enrugada, que se esgota ao procurar quimeras. Debaixo dos conselhos profundos e duros do meu orgulho intelectual, jaz, infelizmente ainda sufocado, um sonho, o mais sedutor de todos os sonhos: o de crer em vós e vos amar, como os monges que têm a alma pura”

Voltando para o seu aposento no hotel, Carrel encontrou paz. Parecia ter descoberto a certeza da verdade sob a tutela da Virgem, e adormeceu tranqüilamente já na madrugada de 28 de maio de 1903. Tornou-se um fiel católico, deixando de lado os seus princípios positivistas e agnósticos. Aos 39 anos de idade, ganhou o Prêmio Nobel e encerrou a sua carreira de cientista cristão aos 71 anos de idade em 1944. Pouco antes de morrer, ou seja, aos 29/03/1944 escreveu:

‘A santidade não deve destruir a vida. A tarefa da ciência é permitir à mística que se incorpore na vida, sem a desviar da sua estrada’.

Aos 22/03/1943 havia notado:

‘A finalidade da vida é a santidade e não a ciência. Mas a santidade não pode, sem a ajuda da ciência, organizar e conduzir a vida. A tarefa da ciência é permitir aos homens que atinjam a santidade’.

Quanto a Marie Bailly, restaurada em sua saúde, voltou à piscina de Lourdes antes de voltar para casa; mergulhou na água gelada. A seguir, enfrentou as doze horas de viagem de trem para retornar a Lião; os familiares e amigos que a abraçaram, julgavam estar vendo Lázaro ressuscitado. Um ano mais tarde, o Dr. Boissarie, que a havia acompanhado durante a enfermidade, confirmou a cura completa; a jovem já se encontrava então no convento das Filhas da Caridade desde 28/ 08/1903, conforme o seu ardente desejo!

I. REFLETINDO…

O milagre narrado com tantas minúcias (abreviamos o relato nas páginas atrás) por Carrel não pôde ser comprovado pelos recursos modernos da radiografia, da ultra-sonografia, da tomografia… Todavia são favoráveis à autenticidade do mesmo os seguintes fatores:

1) O estado mórbido ou terminal de Marie Bailly, averiguado pelos médicos do ano de 1903, parece que seria reconhecido também pelos médicos dos nossos dias. Os sintomas descritos por Alexis Carrel são realmente de grande significado.

2) Carrel resistiu à conclusão de que se tratava de milagre. Admitiu a hipótese que hoje também se admite em muitos casos de cura “prodigiosa”: a moléstia em foco não seria uma moléstia orgânica, mas uma doença nervosa funcional, que se curaria pela sugestão. O relato de Carcel, no livro mencionado, aponta casos, ocorridos em Lourdes, de auto-sugestão. Isto quer dizer que o médico agnóstico considerou realmente tal hipótese, mas nem ele nem seus colegas a puderam aplicar ao caso de Marie Bailly; os sintomas mórbidos desta ultrapassavam a esfera do meramente funcional e do nervoso.

3) A instantaneidade ou quase instantaneidade da cura propicia a noção de milagre. Curas maravilhosas podem ser obtidas pela medicina, principalmente em nossos dias, em ritmo lentamente progressivo. O caráter repentino de uma cura de paciente em fase terminal já não é explicável pela medicina.

Eis por que se pode, hoje em dia, ter como autêntico o milagre de Lourdes descrito por Alexis Carrel. Este, revirado em seu modo de pensar, passou de agnóstico à fé lúcida e adulta de um cientista cristão Prêmio Nobel.

Estêvão Bettencourt O.S.B.

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